Colaboradores no trabalho vocacional

Conta-nos o evangelista João que, um dia, João Batista, vendo que Jesus caminhava perto dele, o apontou a dois de seus discípulos, dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus”. Eles, tendo ouvido isso, deixaram João e passaram a seguir Jesus. Um desses dois discípulos era André. Tendo feito a experiência da convivência com Jesus, ele falou a seu irmão Simão Pedro: “Encontramos o Cristo”. Então, o conduziu a Jesus que, por sua vez, convidou Pedro a segui-lo (cf. Jo 1,35-42).

Em poucas palavras, aqui está uma síntese do trabalho vocacional: fazer uma experiência da intimidade de Jesus e, então, segui-lo; em seguida, convidar outros a segui-lo também. Curioso: nosso Mestre não trabalha sozinho neste campo: é ele que chama, sim; mas, muitas vezes, em vez de ir diretamente ao encontro dos que deseja vê-lo seguindo, prefere a nossa colaboração.

Hoje, certamente, Jesus quer chamar muitos de nossos jovens a segui-lo como sacerdote, como religioso ou religiosa, como consagrado ou consagrada, como leigo e leiga. Muitos desses jovens são nossos paroquianos, conhecidos ou amigos. Se não fizermos o papel de João Batista ou de André, talvez eles nunca seguirão o Mestre.

Já que o Senhor conta com a nossa colaboração para formar o grupo dos discípulos que ele quer reunir em torno de si, vamos fazer a nossa parte. Para isso, não nos faltarão nem a graça de Deus nem, depois, a alegria de ter dado uma pequena mas importante colaboração para que Jesus tenha à sua disposição os que ele quer chamar, consagrar e enviar.

Deus abençoe os que participam do trabalho vocacional!

 

Dom Murilo S.R. Krieger, scj

Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil