Com júbilo, Cardeal Dom Sergio da Rocha completou 40 anos de sacerdócio

“O sacerdócio no altar se prolonga; é vivido na doação cotidiana da própria vida. O sacerdócio ministerial é fruto do amor de Deus”, esta afirmação foi proferida pelo Cardeal Dom Sergio da Rocha, durante a Missa que marcou a data na qual o Arcebispo de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil completou 40 anos de sacerdócio. A Celebração Eucarística aconteceu no Santuário Santa Dulce dos Pobres, em Salvador, às 8h30 deste sábado, 14 de dezembro.

Além dos padres do clero da Arquidiocese de Salvador, concelebraram a Eucaristia os bispos auxiliares, Dom Marco Eugênio Galrão e Dom Valter Magno de Carvalho; o presidente do Regional Nordeste 3 e bispo da Diocese de Camaçari, Dom Dirceu de Oliveira Medeiros; o bispo emérito desta mesma diocese, Dom Giancarlo Petrini; e o arquiabade, Dom Emanuel d’Able. Na assembleia, fiéis de diversas paróquias, grupos, movimentos e pastorais participaram deste momento com alegria, entre eles estavam a superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), Maria Rita Pontes, e o reitor da Universidade Católica do Salvador, Deivid Lorenzo.

“40 anos de sacerdócio são 40 anos do amor de Deus manifestado em minha vida. É um dom de Deus, não uma conquista pessoal. Fico feliz quando velhos amigos, conhecidos e paroquianos me encontram e continuam me chamando de padre. É bom demais ouvi-los. Eu quero ter sempre um coração de padre”, afirmou Dom Sergio.

Durante a homilia, Dom Sergio recordou o momento em que sentiu no coração o primeiro despertar vocacional. “O dom do sacerdócio eu supliquei a Deus há muito tempo, justamente no dia da minha Primeira Eucaristia, em 8 de setembro de 1968. Durante a Celebração, o próprio sacerdote que presidia aquela missa, assim como a catequista, estimulou as crianças a fazerem um pedido a Deus e o meu pedido foi esse: eu pedi para ser padre e Deus levou a sério o meu pedido, a minha oração e me concedeu essa graça, por isso estou aqui. Supliquei, sim, esse presente”, destacou.

Com o coração agradecido, Dom Sergio recordou as muitas pessoas que o têm ajudado na caminhada, sobretudo com as orações, ao longo destas quatro décadas. “A vocação sacerdotal é fruto também da oração, do amor e da dedicação de muita gente; da família e da comunidade paroquial, antes de tudo. A família representa um terreno fértil, onde brtou a minha vocação, pelo testemunho de fé.  Também tenho especial gratidão à catequista que me ajudou a dizer ‘sim’ a Deus, ao padre da minha paróquia, ao bispo que me ordenou, aos meus formadores, aos meus colegas seminaristas. Nós tivemos no seminário a graça de vivermos em família. Essa amizade e apoio fraterno são fundamentais ao longo da vida”, disse.

Dom Sergio também recordou a diocese de origem, São Carlos, e todas as dioceses por onde passou após ser ordenado bispo: Fortaleza, Teresina, Brasília e, atualmente, Salvador. “Meu primeiro gesto sacerdotal, isto é, terminada a Ordenação Presbiteral, antes da confraternização, eu fui fazer uma visita ao hospital onde se encontrava o meu diretor espiritual. Fui até ele para abençoar, mas sobretudo para ser abençoado. É bom demais ser padre. Se eu pudesse recomeçar, eu seria padre de novo”, afirmou Dom Sergio.

Fotos: Sara Gomes / Mateus Bomfim