Dia do Diácono: Cardeal presidiu a Santa Missa em memória de São Lourenço

“Estamos agradecendo a Deus por você, que é diácono; agradecendo por sua presença nessa sua missão na nossa Igreja, pedindo a Deus para iluminar e fortalecer a cada um dos nosso diáconos na missão para a qual foram chamados”. Estas foram algumas das palavras proferidas pelo Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil, Cardeal Dom Sergio da Rocha, durante a Santa Missa em memória de São Lourenço, diácono e mártir, ocasião na qual a Igreja também celebra o Dia do Diácono permanente. A Celebração Eucarística, que aconteceu no dia 10 de agosto, no Santuário Nossa Senhora da Conceição Aparecida (Imbuí), foi concelebrada pelo bispo auxiliar e referencial para a Comissão Arquidiocesana de Diáconos (CAD), Dom Valter Magno de Carvalho, e por padres da Sé Primacial do país.

O Cardeal destacou, ainda, a beleza do diaconato, ministério que é exercido com a ajuda da família e da própria comunidade. “Como o diácono não vive sozinho, o seu ministério necessita, primeiramente, da graça de Deus. Nós estamos aqui nessa Eucaristia suplicando a graça de Deus, o amor e a misericórdia por cada um, mas sabendo também que cada diácono necessita da própria comunidade e da Igreja para cumprir a missão. É sempre tão importante o apoio da esposa, dos filhos e dos familiares dos diáconos, mas também é igualmente necessário o apoio da comunidade eclesial”, afirmou. Atualmente, a Arquidiocese de Salvador conta com 104 diáconos permanentes, que vivem as três dimensões deste ministério: o serviço do altar, o serviço da Palavra e o serviço da caridade.

O Dia dos Diáconos é celebrado em 10 de agosto por ser a data do martírio de São Lourenço. Primeiro dos diáconos, Lourenço servia na Igreja, em Roma, durante meados do século III e, entre os muitos serviços, era também responsável pela administração dos bens da Igreja que sustentava os mais necessitados. Diante da perseguição do Imperador Valeriano, o prefeito local exigiu de Lourenço os tesouros da Igreja, para isto o Santo Diácono pediu um prazo, o qual foi o suficiente para reunir no átrio os órfãos, os cegos, os coxos, as viúvas, os idosos… todos os que a Igreja socorria, e no fim do prazo – com bom humor – disse: “Eis aqui os nossos tesouros, que nunca diminuem, e podem ser encontrados em toda parte”.

Sentindo-se iludido, o prefeito sujeitou o santo a diversos tormentos, até colocá-lo sobre um braseiro ardente. São Lourenço, que sofreu o martírio em 258, não parava de interceder por todos, e mesmo assim encontrou no Espírito Santo força para dizer no auge do sofrimento na grelha: “Vira-me que já estou bem assado deste lado”. “É verdade que São Lourenço levou diante do Imperador a riqueza da Igreja, que era primeiramente os mais pobres, os mais sofredores, aos quais a Igreja procurava amar e servir. Mas, segundo várias versões da história do martírio de São Lourenço, não estavam apenas ali os mais pobres, os mais enfermos, os mais sofridos: estava a comunidade. São Lourenço teria levado aqueles que os diáconos serviam com especial atenção, mas também os fiéis que não eram muitos. Hoje, pela graça de Deus, nós somos muitos nesta Eucaristia, mas naquele tempo as comunidades eram pequenas, tanto que era um tempo de perseguição.  Teria dito ele ‘está aqui o tesouro’. Mas, qual é o tesouro? Sem dúvida, os mais pobres e sofredores, mas também a comunidade, os fiéis que estavam ali. Esse era o tesouro”, afirmou.

Dom Sergio também falou sobre o serviço humilde desenvolvido pelos diáconos. “São Lourenço aprendeu com Jesus,  com os apóstolos e com São Paulo esse amor imenso pela Igreja; e a gente só ama aquilo que é valioso. Quando nós amamos, nós servimos e a comunidade deve ser amada. Mas, é claro, na Igreja, no povo de Deus, quem deve receber um amor ainda maior? Os que mais sofrem, os enfermos, os mais pobres, tanta gente fragilizada e sofrida à espera de uma presença fraterna e solidária; à espera do amor de Deus, da graça de Deus que nós devemos levar. Tenhamos a graça hoje de sermos o grão de trigo que aceita se consumir para poder amar e servir”, disse.

Fotos: Sara Gomes

 

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