Uma paixão pessoal que se torna serviço social. Este é, em suma, o trabalho da Federação Italiana de Radiodifusão C.B., uma organização voluntária que completou cinquenta anos de vida e que o Papa teve a oportunidade de incentivar e apoiar na manhã deste sábado (26), na Sala Paulo VI, aproveitando a ocasião para lembrar que para ele na Itália, uma das surpresas foi o “forte trabalho voluntário”.
Liberdade e independência, decisivas contra os regimes
A organização faz parte do vasto e multiforme movimento de voluntariado italiano, que Francisco disse que nunca deixou de apreciar e que “merece ser incentivado e apoiado”. A paixão dos radioamadores, neste caso, tornou-se um instrumento eficaz de proteção civil e solidariedade com as pessoas mais necessitadas e frágeis e com os grupos sociais mais vulneráveis. “Isto é muito bonito”, sublinhou o Papa. “É o princípio dos dons, dos talentos, feitos para frutificar para o bem comum”.
Uma de suas características é a rapidez de ação, graças à rádio, que supera barreiras, mas também graças à sua rede. Na verdade, não é uma ação individual, sua força encontra-se na presença capilar no território e na possibilidade de fazer circular notícias e informações muito rapidamente e em todos os lugares. Outro aspecto essencial é a liberdade, a independência. Pensemos como isso pode se tornar decisivo onde um regime ou outro centro de poder quer controlar as comunicações. É essencial manter a liberdade, para estar realmente a serviço das pessoas, do bem comum.