Igreja na Eslováquia está à espera do Papa

“Devo dizer que todos nós já estávamos entusiasmados quando ouvimos as palavras do Santo Padre no voo de volta do Iraque, quando falou de uma possível visita a Bratislava. Já estávamos muito contentes, mas quando recebemos a confirmação, no Angelus de 4 de julho, foi realmente um momento emocionante… Eu estava comentando as palavras do Papa para a nossa televisão católica e devo dizer que estava tão entusiasmado que não consegui fazer a tradução… Depois, vieram as reações da presidente da República, a senhora Zuzana Čaputová, que imediatamente expressou a sua grande alegria, porque o Estado eslovaco também se prepara para receber o Papa com muita felicidade. Mas o presidente da Conferência Episcopal Eslovaca, dom Stanislav Zvolenský, também reagiu imediatamente, dizendo que para toda a Igreja este é um momento extraordinário. Naturalmente, é um anúncio que traz à mente as visitas de São João Paulo II, que foram um grande incentivo para todo o país. Com a mesma alegria hoje acolheremos o Santo Padre Francisco. Não vemos a hora”.

Vocês esperavam a visita de Francisco?

“Como é sabido, somos um país com um pequeno território e somente em 1993 nos separamos, de forma pacífica, da Tchecoslováquia e da República Tcheca. Com o tempo, nossa Conferência Episcopal foi criada e tivemos uma organização eclesial autônoma como a Eslováquia. Eu poderia dizer que, precisamente por sermos um país pequeno, não esperávamos este anúncio. Em várias ocasiões, de fato, nossos bispos haviam convidado o Santo Padre e muitas vezes nossos fiéis nos perguntavam quando o Papa Francisco viria. Mas lhes respondíamos que o Papa tinha outras coisas a fazer, muitos compromissos mais importantes do que nós para enfrentar. Dizíamos a eles que não podíamos esperar muito por sua visita”.

“Quando o Santo Padre anunciou a viagem, foi realmente uma grande surpresa, uma grande alegria, porque realmente precisamos de encorajamento para a nossa fé”.

Quais são os principais desafios para a Igreja na Eslováquia hoje?

“Um dos grandes desafios que temos que enfrentar, após a queda do comunismo, é naturalmente a secularização. O período de perseguições, sofrido durante 40 anos de comunismo, no qual a Igreja estava sob grande pressão, agora terminou. Para nós foi um momento muito difícil, mas ao mesmo tempo as pessoas sentiam uma forte necessidade de permanecer fiéis ao Evangelho e ao Santo Padre, de lutar pela própria fé. Hoje, que paradoxalmente existe finalmente a liberdade e estamos nos enriquecendo do ponto de vista material, em certo sentido é mais difícil explicar aos jovens porque é importante manter nossas raízes, manter nossa fé, viver de acordo com a fé, sem correr apenas atrás das coisas materiais e, portanto, sem ter o consumismo como prioridade. Portanto, o primeiro desafio para nós é precisamente a secularização e o consumismo. Temos uma grande necessidade de sermos encorajados na fé. Depois há o desafio do individualismo, a tendência a esquecer os fracos. Infelizmente, quando melhoramos nossas condições econômicas, tendemos a esquecer os fracos, aqueles que ficam para trás. Este é um aviso importante e atual que o Santo Padre repete muitas vezes: não devemos esquecer aqueles que são deixados para trás. Mesmo que estejamos em uma situação de desenvolvimento, devemos tentar olhar para nossos irmãos que estão em dificuldade, e esta é também a mensagem da Fratelli tutti. Nós, é claro, sempre traduzimos em eslovaco as encíclicas, exortações e todos os documentos do Pontífice e tentamos distribuí-los e falar sobre eles com o povo. Mas uma coisa é falar de um documento, outra bem diferente é que o Papa chegue pessoalmente e nos fale face a face. Então, também neste sentido, esperamos um encorajamento para a nossa fé, para o bem comum, para não esquecer aqueles que ficaram para trás”.

Segundo o que foi anunciado, o Papa vai visitar não só Bratislava, mas também outras três cidades…

“Naturalmente, a visita vai começar por Bratislava, que é a capital, mas também a nossa sede metropolitana ocidental. Porque na Eslováquia existem duas sedes metropolitanas católicas latinas: a de Bratislava e a oriental, em Košice. Portanto, este será o segundo lugar da visita do Santo Padre. Depois, tem a sede metropolitana bizantina, ou greco-católica, como a chamamos, que está em Prešov e esse será o terceiro lugar visitado pelo Papa, que vem ao encontro não só dos latinos, mas também dos bizantinos. Mas depois de Bratislava, Košice e Prešov, Francisco visitará um santuário que é muito importante para nós: o de Šaštin, na Eslováquia ocidental, onde a grande peregrinação nacional acontece todos os anos no dia 15 de setembro para a Festa de Nossa Senhora das Dores. De fato, quando nossos bispos souberam que o Papa viria após o Congresso Eucarístico Internacional em Budapeste, que encerra em 12 de setembro, eles realmente esperavam que ele pudesse participar desta peregrinação tão importante para nós, e Francisco aceitou. Nesta ocasião os eslovacos vão rezar à Virgem das Sete Dores, como a chamamos, e é uma peregrinação muito importante que a Igreja eslovaca tem realizado com coragem, mesmo durante o comunismo, embora o regime totalitário fosse muito contrário e tentasse cancelá-la, assim como cancelou todas as ordens religiosas, mas não conseguiram. A peregrinação anual a Šaštin tem ainda hoje e terá no próximo dia 15 de setembro, quando o Papa Francisco também vai participar”.

Fonte: Fabio Colagrande e Andressa Collet – Vatican News

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