Pelo segundo ano consecutivo, a tradicional procissão de Corpus Christi não pôde ser realizada em Salvador, devido a pandemia ocasionada pelo novo coronavírus. Na Catedral Basílica de Salvador, assim como em todos os templos, apenas 25% da capacidade foi ocupada e a Santa Missa foi presidida pelo bispo auxiliar Dom Marco Eugênio Galrão, pois o Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Cardeal Dom Sergio da Rocha, se recupera da COVID-19.
O Mistério da Santa Eucaristia é celebrado sempre no primeiro domingo após a Solenidade da Santíssima Trindade. “Hoje é um dia de tal importância para a nossa vida, que nos encontramos aqui para celebrar o Mistério da Santíssima Eucaristia. Lembrem que todos os sacramentos foram instituídos por Nosso Senhor, mas esse, de um modo especial, tem o nome de Santíssimo Sacramento. A gente se perguntaria: ‘será que porquê ele é mais santo do que os outros?’ Cuidado! O que faz com que ele seja o Santíssimo Sacramento é o fato de, enquanto nos outros sacramentos nós temos ações do Cristo, neste sacramento nós temos o próprio Cristo na ação. É Ele que se faz presente no pão e no vinho que são consagrados e apresentados por Ele mesmo diante do Pai e, com Ele, à Sua Igreja”, afirmou Dom Marco.
Após a Comunhão, o Santíssimo Sacramento foi exposto para a adoração dos fiéis. Em seguida, Dom Marco conduziu o ostensório até a porta principal da Catedral, de onde abençoou a cidade de Salvador. “A Festa de hoje deveria ser celebrada na Quinta-feira Santa, que é o dia da Instituição da Eucaristia, mas como lá, na Semana Santa, nós já estamos sob a sombra da cruz e não podemos celebrar com a Solenidade vivida tão grande mistério, mudamos para celebrar no dia de hoje. Com grande alegria, com grande louvor nos unimos para celebrarmos os mistérios de Cristo entre nós”, disse.
Fotos: Sara Gomes




























































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