Pálio Episcopal e a Festa de Santa Inês

Você já deve ter observado que o Cardeal Dom Sergio da Rocha utiliza uma faixa de lã branca sobre os ombros, não é mesmo? Mas, você sabe o significado desta vestimenta?

Derivado do latim (pallium), o pálio é uma vestimenta litúrgica que consiste em uma faixa de lã branca recebida por cada arcebispo metropolitano, dotada de rico simbolismo. Possui cerca de cinco centímetros de largura, dois apêndices, um na frente e outro nas costas, e seis cruzes bordadas com lã preta, recordando as chagas de Cristo. O pálio simboliza a unidade com o Papa, sucessor de Pedro. Colocado sobre os ombros do arcebispo, representa também a ovelha carregada pelo pastor, sinal da missão pastoral em comunhão com a Santa Sé.

Além do Papa, somente os arcebispos metropolitanos recebem o pálio, podendo usá-lo somente na própria arquidiocese e nas dioceses que compõem a sua Província Eclesiástica. A Província Eclesiástica de São Salvador da Bahia, além da própria Arquidiocese, é composta pelas dioceses de Alagoinhas, Amargosa, Camaçari, Cruz das Almas, Eunápolis, Ilhéus, Itabuna e Teixeira de Freitas/Caravelas.

Como é confeccionado o Pálio?

Um ano antes da confecção do pálio, dois cordeiros são criados pelos monges trapistas da Abadia de Tre Fontane, em Roma, para no dia 21 de janeiro, data em que a Igreja celebra a festa de Santa Inês, serem abençoados, conforme acontece desde 1644.

Em seguida, os cordeiros são conduzidos até o Papa, no Palácio Apostólico e, posteriormente, às freiras de clausura no Convento Santa Cecília, em Trastevere, Roma. São elas que tecem e costuram a vestimenta. Após serem confeccionados, os pálios são armazenados na Basílica São Pedro, em Roma, aos pés do altar central, próximo ao túmulo de Pedro.

Ao ser transferido para outra arquidiocese, o arcebispo solicita ao Papa a recepção de um novo pálio. A benção do pálio dos novos arcebispos acontece no dia 29 de junho de cada ano, na solenidade de São Pedro e de São Paulo, na Basílica de São Pedro, em Roma.