À luz do tema “Com Santo Antônio, contemplamos Maria como modelo de fé e seguimento do Cristo”, centenas de fiéis celebraram o dia de Santo Antônio no Santuário da Bem-Aventurada Dulce dos pobres (Largo de Roma), no último dia 13. A Celebração Solene foi presidida por padre Adilton Pinto Lopes, Reitor da Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia, que com muito entusiasmo falou sobre o amor aos pobres que era muito forte em Irmã Dulce e em Santo Antônio.
“O frei Antônio foi um sacerdote, um homem de Deus e encantou-se com o carisma franciscano de viver a pobreza, a obediência e a castidade. Em sua pregação, ele falava muito duro contra os avarentos, contra os corruptos daquela época, que roubavam e não amavam os pobres. E vindo aqui a gente percebe que a nossa beata Dulce viveu muito no carisma de Santo Antônio. O amor aos doentes, o amor aos pequenos, o amor concreto de procurar ser sinal da presença de Deus para aquelas pessoas. É como se Irmã Dulce com o carisma de Antônio, tivesse a sua força, a sua coragem, o seu amor aos pobres”, relata o padre.
Conhecido como “protetor dos pobres e oprimidos”, Santo Antônio é inspiração para muita gente. Dona Maria das Dores é devota do santo, e todos os anos vem ao Santuário agradecer as graças alcançadas por seu intermédio. “Todo ano eu venho agradecer. Santo Antônio fez muito pela minha vida, pela vida dos meus filhos, da minha casa. É sempre uma alegria vir celebrar com ele e com Irmã Dulce, que também tinha um amor especial aos mais pobres”, conta.
Forte relação com o Anjo – Santo Antônio sempre teve um lugar especial na vida de Irmã Dulce. Nos momentos de angústia, desespero ou até mesmo para solicitar a concretização de algum pedido, era a Santo Antônio, a quem chamava de “tesoureiro” das Obras Sociais, que a Mãe dos Pobres recorria. Ainda na infância, bem antes de entrar para a vida religiosa, ela tinha o hábito de decorar o altar do santo caridoso. Uma imagem de Santo Antônio do século 19, que pertenceu ao advogado Manoel Lopes Pontes, avô da freira baiana, está entre as centenas de peças do acervo do Memorial Irmã Dulce, localizado no Largo de Roma, ao lado do Santuário. Era em frente a esta relíquia da família que o Anjo Bom costumava fazer seus pedidos e orações.
Capelinha de Santo Antônio – Durante todo o trezenário o Santuário ofereceu aos setores das Obras Sociais, uma Capelinha de Santo Antônio, para que todos pudessem rezar e participar da festa. A cada missa, as capelinhas eram levadas aos seus setores para oração em conjunto e devolvidas na missa seguinte. No dia festivo, duas dessas capelinhas foram sorteadas entre os presentes, permitindo que duas famílias pudessem perdurar suas orações ao santo.
“Essa capelinha foi uma forma de estender o Santuário, que é o coração das Obras, até ossetores onde estão os nossos colaboradores, onde são atendidos os enfermos, os irmãospequeninos. Foram 13 capelinhas que cada homenageado da noite levou ao seu setor, para que lá pudessem continuar as orações”, explica frei Giovanni Messias, OFMcap, Reitor do Santuário de Irmã Dulce.
Maria Rita Lopes Pontes, Superintendente das Obras, também viu nas capelinhas uma forma de facilitar ainda mais a participação dos colaboradores. “A trezena do Santuário de Irmã Dulce envolveu todos os profissionais da casa, e a criação da Capelinha circulando pelas unidades foi muito bem pensada por frei Giovanni.Eu acho que isso acabou atraindo ainda mais a participação de todos os núcleos, os profissionais ficaram bastante envolvidos, emocionados, empenhados. Acho que foi o ano que mais conseguimos arrecadar alimentos e isso com certeza deve ter deixado Irmã Dulce muito feliz, porque lembrar de Santo Antônio é lembrar dos pobres de Irmã Dulce e nós conseguimos fazer uma festa muito bonita”, diz.
Irmã Dulce e a Imaculada Conceição – Ainda durante a celebração, padre Adilton falou da relação de Irmã Dulce com a Imaculada Conceição da Praia. “Irmã Dulce tinha uma relação de amor muito forte por Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Quando ela faleceu, pelo seu amor a Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Praia, devido à sua ligação com a Irmandade, porque ela chegou a fazer parte da Irmandade da Conceição, foi permitido que ela fosse enterrada na igreja da Padroeira da Bahia e ali permaneceu por sete anos, só saindo quando começou o processo de beatificação. Seu corpo foi exumado e trazido para cá (Imaculada Conceição da Mãe de Deus). Ela saiu da casa da Imaculada para a casa da Imaculada. Como se continuasse no coração da Imaculada e certamente no céu ela contempla a Virgem Maria, aquela que ela amou na terra”, lembra.
Dia 13 de Dulce e Antônio – Todo dia 13 é também dia de Irmã Dulce! Para os devotos da beata, desde seu falecimento em 13 de março de 92, todos os meses é momento de celebrar o seu encontro com Cristo. Como parte da celebração deste dia 13, durante os festejos de Santo Antônio, Irmã Dulce também foi homenageada. Sua sobrinha e Superintendente das Obras, Maria Rita, entrou no Santuário carregando um coração de flores, como lembrança às ações de Irmã Dulce. Também foram entronizadas a Relíquia da Bem-Aventurada e pedidos dos fieis.
“O 13 é uma data muito importante para nós, foi o dia que ela foi para o céu, para o encontro de Deus. Então é um dia que sempre será lembrado com alegria, com flores, com o coração de flores, com a presença de sua Relíquia que será sempre exposta na missa. Foi de fato uma ‘Deusdência’, o treze de Santo Antônio e o treze de Irmã Dulce nesse junho de festa, de tanto calor, de tanta emoção para todos nós”, descreveu.
E sobre a alegria da comemoração desse dia festivo, Maria Rita completou. “Eu tenho certeza que lá do céu Irmã Dulce está nos abençoando ainda mais, ela e Santo Antônio! Os dois devem estar felizes por tudo o que está acontecendo aqui hoje no Santuário, nas suas Obras, e a gente espera fazer uma festa ainda mais bonita para ele no ano que vem. Se Deus quiser, com o apoio dos Capuchinhos, vamos fazer uma festa ainda mais bonita”, concluiu.
Texto: Ascom da OSID

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