Pequenino, mas cheio de significado e de amor. Talvez esta seja a maneira mais simples de descrever o Santuário dedicado à Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, erigido em um local silencioso, embora próximo à principal avenida de Salvador, a Luís Viana Filho – conhecida como Avenida Paralela. Quem chega a este local, com certeza tem como propósito estar ainda mais perto da Virgem Maria, agradecendo ou suplicando por uma graça.
“O Santuário é, na nossa Arquidiocese, um grande tesouro da devoção mariana. Neste lugar, muitas pessoas fazem uma experiência concreta de Deus, pelas mãos da Virgem Maria. Pessoas de todos os lugares, todos os dias, a todo instante recorrem à Mãe de Deus neste pequeno pedaço de terra da nossa Arquidiocese. Então, o Santuário se torna um celeiro de evangelização. Como a Mãe Rainha, que é uma missionária por excelência, este lugar representa na nossa Arquidiocese uma grande forma de evangelização”, afirma o capelão, padre Jonathan de Jesus.
Mas, como a devoção à Mãe Rainha teve início em Salvador? “Uma pessoa que conhecia o Movimento trouxe uma imagem da Mãe Rainha para a Irmã Conceição, do Colégio São José. Então, o primeiro contato que tivemos com Schoenstatt foi através dessa imagem. Depois, algumas senhoras da Vitória se juntaram e deram início à campanha da Mãe peregrina, que nós não tínhamos. O início do Movimento aqui foi assim e as Missas do dia 18 eram celebradas na Capela do Colégio Sacramentinas. Depois, chegaram duas Irmãs de Schoenstatt, já para incentivar a conquistarmos o terreno para a construção do Santuário. Foi então que começou toda a preparação da liga de famílias, e assim o movimento foi crescendo”, recorda uma das devotas da Mãe Rainha, Maria Sandra Souto Lima.
Até chegar ao local exato onde, há 21 anos, está construído o Santuário, os devotos da Mãe Rainha dedicaram muitas orações. “A conquista do terreno para a construção deste Santuário foi uma grande graça, através dos peregrinos e das orações que fazíamos para que a Mãe escolhesse o lugar que ela queria se estabelecer. Tiveram outros locais que foram visitados, mas sempre quando já estávamos bem animados, achando que ia dar tudo certo, não dava. Então, voltávamos a rezar. Em determinado momento, uma pessoa do Exército, que havia recebido uma graça especial pela intercessão da Mãe Rainha, para agradecer, ajudou para que a compra deste terreno fosse realizada”, afirma Maria Sandra.
O dia 18
Embora a festa da Mãe Rainha seja no dia 18 de outubro, todos os meses, sempre no dia 18, romeiros de diferentes cidades da Bahia e até mesmo de outros estados procuram o Santuário. “Nesta data se faz memória da fundação do Movimento Apostólico de Schoenstatt. Por isso, os peregrinos recorrem ao Santuário para realizar a Aliança de Amor e assim oferecem, todos os dias, uma contribuição ao capital de graças. Mas o que é o capital de graças? São todas as orações, todas as boas obras, todos os sacrifícios, tudo o que é ofertado para a Mãe, a fim de que ela distribua ao mundo graças e bondade. Então, todo mês, os peregrinos recorrem ao Santuário, renovam a Aliança de Amor, fazem novos propósitos de santidade e assim são abençoados e queimados todos os papéis que foram oferecidos ao capital de graças, para que, neste gesto simbólico, saibamos que a Mãe Rainha e o seu filho Jesus acolhem todo sacrifício, toda boa obra e toda oração em prol da humanidade”, explica o padre Jonathan.
Em Salvador, assim como em todos os lugares do mundo onde o Movimento de Schoesntatt está estabelecido, o Santuário tem os mesmos tamanho e formato. Para quem não sabe, o templo remete à uma capelinha que se encontrava abandonada em um cemitério na Alemanha, ao lado de um seminário. Ao visitar o local junto com alguns seminaristas, o fundador do Movimento, padre Josef Kentenich, afirmou: “Não seria possível que a capelinha de nossa Congregação se tornasse o nosso Tabor, no qual se manifestem as magnificências de Maria? (…). Todos que aqui chegarem para rezar, terão que experimentar as magnificências de Maria e aí confessar: Aqui é bom estar!”.
“O padre Kentenich e os seminaristas limparam aquela capelinha e colocaram São Miguel Arcanjo, por isso todos os santuários do mundo têm São Miguel, pois ele foi o primeiro a habitar no Santuário da Alemanha. Em seguida, eles colocaram a imagem do quadro da Mãe Rainha e outros elementos que até hoje estão contidos no Santuário. Um deles é o olho, que muitas pessoas perguntam o significado. Este olho é o símbolo da Santíssima Trindade, representa a presença de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Com a 2ª Guerra Mundial, o padre Kentenich fez com que o Movimento fosse para fora da Alemanha, para poder assim salvá-lo se, por acaso, fosse tudo devastado”, conta a Irmã Nancy Meister, religiosa das Irmãs de Maria de Schoenstatt desde 1979.
Generosidade maternal
Quem passa pela Avenida Paralela pode ver, de longe, a imagem da Mãe Rainha. Ao chegar ao local (Estrada do Curralinho, s/n, Stiep), o fiel pode participar das Missas celebradas na Tenda, que é uma capela construída ao lado do pequeno Santuário com o objetivo de acolher o maior número de pessoas. “A devoção à Virgem Maria, sob o título de Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, não é somente uma devoção, mas é uma pedagogia de santificação. A meta da devoção à Mãe Rainha é ter Maria como a educadora, Mãe da filialidade heroica. Desta forma, cada vez que se renova a Aliança de Amor através do capital de graças se empenha, constantemente, para alcançar as graças provenientes do Santuário, entre elas a robusteza, a fecundidade apostólica, o abrigo espiritual e a santidade de vida. Então, a devoção à Nossa Senhora gera filhos e filhas heroicos e heroicas, assim como a Mãe”, assevera o padre Jonathan.
Com a certeza de que a Mãe intercede pelos filhos, os fiéis que recorrem à Nossa Senhora não ficam sem resposta. “Muitas graças os devotos recebem. Dia após dia, os fiéis vão ao Santuário para proclamar a graça alcançada. A Mãe é de uma generosidade imensa neste lugar. É impressionante que as pessoas vão de forma muito discreta, muito singela e se entregam em oração de uma forma muito profunda e muito fecunda. Algumas pessoas relatam, também, que foram com o desejo de suicídio até o Santuário da Mãe Rainha e saíram de lá com outra consciência de vida, de conversão; outras pessoas foram curadas do câncer; outras pessoas alcançaram a graça da gravidez; outras pessoas conseguiram a graça da aquisição da casa própria. É impressionante como esses aspectos vão sendo direcionados à Mãe e ela, em sua bondade, vai oferecendo, vai dando graças”, destaca o padre.




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