Sínodo da Igreja Caldeia: “Caminhar juntos sob o sinal dos tempos”

Está para se concluir, em Bagdá, no Iraque, o Sínodo da Igreja Caldeia, que teve início dia 9, para tratar de temáticas como “a renovação da Igreja Caldeia, a contínua reforma da Liturgia e do Catecismo, a formação do clero e a situação dos cristãos no Iraque”.

Os trabalhos foram  abertos pelo cardeal Raphael Sako, Patriarca da Babilônia dos Caldeus, que ilustrou os diversos temas detendo-se, em particular, em dois aspectos: a “necessidade de caminhar unidos, com espírito autenticamente sinodal”, e a “urgência de uma real renovação, indo ao encontro das mudanças culturais e sociais da modernidade e respondendo às novas exigências dos fiéis”.

Em seu discurso inaugural, o purpurado ressaltou que “na atual fase de incerteza e instabilidade social e política no Iraque, como em outros países, temos a urgência de caminhar juntos, em plena comunhão, dando respostas, não antigas e pré-confeccionadas, às questões e exigências das pessoas. Como Bispos, somos chamados a ler os sinais dos tempos”.

Nesta perspectiva, insere-se a “reforma litúrgica”, iniciada pela Igreja Caldeia, por iniciativa do Patriarca dos caldeus, para torná-la “mais acessível” aos fiéis. A este respeito, observou que “o conteúdo, a linguagem e o estilo dos nossos ritos, – que têm mais de mil anos e nasceram em um contexto completamente diferente, – estão, às vezes, distantes da sensibilidade e das circunstâncias do mundo contemporâneo”.

Neste sentido, frisou que “não tem sentido permanecermos apegados, à risca, a esses rituais; deve haver um ‘intercâmbio cultural’; a Igreja é chamada a renovar-se, para nutrir os fiéis na sua vida espiritual, partindo do pressuposto de que ‘os rituais são feitos para eles’ e são um meio e não um fim. Devemos dirigir nossa atenção aos jovens caldeus e aos que nasceram no Ocidente, que pouco ou nada sabem sobre nossos ritos; por isso, são menos propensos a rezar, pois não correspondem à sua vida atual, à língua, à lógica e cultura”. Daí, a necessidade, segundo o Patriarca, de atualizar também o Catecismo e os métodos educacionais, em sintonia com as mudanças culturais e sociais.

O purpurado iraquiano também abordou a situação dos cristãos no Iraque: “Em contextos complexos, como o iraquiano, a Igreja não deve desempenhar um papel político partidário, mas trabalhar, com coragem apostólica e responsável, para iluminar as consciências no que se refere às questões da paz, a justiça social, a cidadania e a imigração”.

“A missão das Igrejas – concluiu o cardeal Raphael Sako – é a de semear a fraternidade, o amor, a paz, a segurança, a solidariedade, a cooperação, com alegria, e a justiça. Daí, a necessidade de fortalecer a presença da Igreja Caldeia no Iraque”.

Fonte: Vatican News Service – LZ

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