
Na ocasião, os bispos aprovaram de forma unânime uma proposta de que a Língua Portuguesa, que é a quinta mais falada no mundo, usada por 260 milhões de pessoas, seja um dos idiomas oficiais das assembleias gerais do sínodo dos bispos. Atualmente, os encontros convocados pelo papa utilizam apenas italiano, inglês, espanhol, francês ou alemão. Até o momento, Português geralmente era usado em trabalhos de grupos, dentro dos grupos hispânicos.
Além da decisão de propor o uso da língua no Sínodo, a carta final divulgada após o encontro aponta as reflexões sobre situações e desafios eclesiais com constatações comuns, como em relação ao diálogo, à denúncia da mentalidade individualista e consumista “que contraria perspectivas de futuro para os jovens” e à dificuldade de as famílias “viverem sua vocação cristã”.
A reflexão do tema proposto esteve ligada ao processo de preparação da próxima Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, marcado para outubro e cujo tema é “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.
Cardeal Sergio da Rocha

“Eis a razão por que a Igreja conta com a contribuição da sociedade, para que seja interpelada e motivada no campo da justiça e da paz. Não basta aquilo que a igreja oferece, ela precisa que também a sociedade se mobilize no campo da dignificação da pessoa humana, da Juventude, da família e do matrimônio e da preservação do meio ambiente (cuidar da casa comum)”, disse dom Sergio durante o painel.
Visitas e próximo encontro
Os bispos ainda participaram, no decorrer do encontro, de uma audiência na Assembleia Nacional de Cabo Verde com o presidente da casa legislativa e o presidente da República em exercício. Também foram visitados o Instituto Internacional da Língua Portuguesa e a Cidade Velha, Patrimônio Mundial da Humanidade, onde fizeram memória da ação missionária e cultural da Igreja em Cabo Verde.
O próximo encontro de bispos dos países lusófonos será de 16 a 19 de janeiro de 2020, em Guiné-Bissau. O país acolhe como bispo da diocese de Bafatá o brasileiro dom Pedro Carlos Zilli Filho.
Fonte: CNBB